Alcoolismo e depressão uma relação de risco

O alcoolismo e a depressão quais são os perigos dessa relação?
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Já se perguntou se existe uma ligação entre álcool e depressão? Veja agora como Alcoolismo e Depressão estão relacionados através desse artigo.

Como que se define o abuso e a dependência do álcool?

A dependência do álcool é um conjunto de sintomas relacionados ao funcionamento mental, comportamental e psicológico.

Em muitos países, afeta uma proporção pequena, mas significativa da população adulta (cerca de 3-5%), mas o abuso de álcool e o uso de risco geralmente afetam uma grande proporção da população (15% -40%).

De acordo com as Nações Unidas, o Brasil ocupa o terceiro lugar entre os países americanos em termos de mortes masculinas relacionadas ao álcool.

O consumo compulsivo pode ser causado por uma variedade de causas, incluindo uma crise econômica, frustração em sua vida emocional, desemprego e problemas emocionais.

Tais fatores podem levar uma pessoa a buscar refúgio nas bebidas alcoólicas como se fossem a solução para qualquer problema.

Um diagnóstico de dependência de álcool só deve ser feito se eles experimentaram ou experimentaram três ou mais dos seguintes sintomas ao longo de 12 meses:

Sede forte ou sensação de compulsão a beber


Dificuldade em controlar o consumo de álcool em relação ao seu início, fim ou nível de consumo;
Alteração psicológica após parar

ou reduzir o consumo de álcool ou quando o consumo de álcool é usado para aliviar ou prevenir sintomas de alterações mentais.

Evidência de tolerância, como aumentar as doses para obter os mesmos efeitos de doses mais baixas anteriores;

Perda progressiva de interesse em atividades anteriormente realizadas ou outras fontes de prazer devido

ao uso de álcool;

Uso continuado, mesmo com evidências claras de consequências danosas.

Consequências geradas para a sua saúde – Alcoolismo e depressão uma relação de risco

O consumo abusivo de álcool poderá prejudicar seriamente sua saúde. Entre as doenças que podem te gerar elas são:

Diabetes: o consumo contínuo de álcool pode causar inflamação do pâncreas, órgão responsável pela

produção de insulina no organismo, levando ao diabetes.

Câncer: pode surgir em algumas áreas do corpo humano que entram em contato direto com o álcool, como a boca, laringe e esôfago.

O cérebro: beber muito álcool pode ter efeitos nocivos na área do cérebro, afetando a memória e a cognição do indivíduo.

Depressão: Já foi constatado que alcoolismo e depressão tem uma forte ligação pois o álcool é um forte fator depressivo.

Sistema digestivo: o estômago de um alcoólatra pode ser danificado pelo excesso de álcool. Além disso, existe o risco de gastrite, inflamação e sangramento no sistema digestivo.

Outras consequências que podem ser geradas pelo uso abusivo do álcool

Violência Doméstica – Alcoolismo e depressão uma relação de risco

O uso de álcool pode desencadear episódios de violência doméstica. São frequentes os relatos de mulheres sendo agredidas por maridos de alcoolistas, pois o álcool é um fator potencializador da violência com capacidade de modificar a tomada de decisão e a percepção da realidade.

Acidentes de Trânsito

São frequentes as notícias de acidentes de trânsito relacionados ao consumo de álcool com vítimas fatais.

Mesmo cientes desses perigos, muitos motoristas dirigem de forma imprudente depois de beber, e acabam colocando a si e a outras vidas em risco.

Envolvimento com o crime

Essa ligação entre crime e consumo de álcool é reconhecida como um grande problema social.

A bebida causa desinibição ou comprometimento cognitivo, levando o bêbado até mesmo a se envolver em atividades criminosas.

Psicose

Induzida pelo álcool, consistindo principalmente em alucinações e delírios (ideias falsas que resistem ao raciocínio lógico e testes de realidade). Afeta 3% das pessoas viciadas em álcool.

Algumas pessoas são mais propensas à psicose do que outras, e a duração da psicose depende de muitos fatores (histórico de uso, suscetibilidade, histórico de psicose, uso concomitante de outras substâncias etc.)

A depressão – Alcoolismo e depressão uma relação de risco

O álcool deprime o sistema nervoso central e consequentemente aumenta o risco de transtornos de humor e depressão manifestados

pelos sintomas habituais, a falta de interesse, perda ou ganho de peso, distúrbios do sono, fadiga, perda de energia ou agitação, depressão e culpa diminuição da capacidade de pensar ou concentração e, em

casos mais graves, pensamentos suicidas. Sendo assim o alcoolismo e depressão estão relacionados.

Algumas ligações entre o alcoolismo e depressão

Pessoas com algum tipo de transtorno de humor, como a depressão, são mais propensas a serem dependentes do álcool e das outras drogas ao longo de suas vidas, de acordo com a pesquisa.

E é possível ver facilmente o porquê, já que os pacientes geralmente buscam o alívio do sofrimento emocional, e sintomas como tristeza, desesperança e falta de energia nos medicamentos. No entanto,

essa é uma atitude que pode ser contraproducente, pois o uso de drogas muitas vezes piora significativamente a depressão.

Em grandes quantidades, o álcool é um depressor do humor e pode aumentar o risco de um possível suicídio.

Um conjunto de sintomas semelhantes à depressão, como letargia e tristeza, pode aparecer quando você para de consumir álcool.

Pode-se dizer que a ligação entre alcoolismo a depressão é uma combinação muito perigosa para pacientes que desenvolvem esses casos. Principalmente em casos de depressão profunda.

A depressão em geral precede o início da dependência de álcool, principalmente nas mulheres, mas na maioria dos casos é difícil identificar os transtornos primários e secundários, pois há interferência entre os transtornos após o aparecimento de algumas comorbidades.

O consumo prolongado de álcool pode de algum jeito aumentar o risco de depressão?

Pode ser muito difícil de fato, determinar se uma pessoa está infeliz ou deprimida quando bebe. O álcool é considerado uma droga “suja” na medida em que atua em vários sistemas de neurotransmissores presentes no cérebro como Noradrenérgico, serotoninérgico, Gabaérgico, glutamato, opioide etc.

Quando dizemos que o álcool é um depressor do SNC (sistema nervoso central), estamos dizendo que ele tem um efeito sedativo

intrínseco que exerce seu principal efeito sobre o sistema GABA (ácido gama amino butílico, que é o principal depressor do sistema nervoso central).

No entanto, vale lembrar que os efeitos do álcool variam de acordo com a frequência, a intensidade do consumo e a quantidade que é consumida.

Com o uso contínuo, há uma mudança acentuada no humor, geralmente com o aumento da irritabilidade e sintomas depressivos.

Um estudo apontou que os pacientes que pararam de beber após uma semana tinham sintomas depressivos suficientes para reconhecer a depressão em aproximadamente 42% dos casos.

Porém, mesmo sem medicação ou psicoterapia, após mais três semanas, ou seja, após um mês de abstinência, apenas 6% dos casos ainda continuavam deprimidos.

E isso sugere que a maioria dos sintomas de depressão e pacientes deprimidos que abusam do álcool podem sim apresentar melhoras pela mera abstinência, e que ignorar o uso de substâncias psicoativas perderia uma grande chance de intervenção efetiva, simples e sem necessidade de medicação.

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